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Economia de "São José do Norte"

O Município de São José do Norte tem sua economia
baseada no setor primário. As atividades mais
desenvolvidas são agricultura, pesca e pecuária.
Na Agricultura, destacam-se o cultivo da cebola e
do arroz irrigado, sendo a orizicultura exclusiva
de alguns produtores. As condições do solo do
município oportunizaram o desenvolvimento dos
primeiros trigais do Rio Grande do Sul.
A agricultura é de fundamental importância, pois
quase toda a população rural e boa parte da urbana
vivem em função da cultura da cebola, que se
constitui numa monocultura com fins de Exportação.
A citricultura está em desenvolvimento com o Plano
Estadual de citricultura financiado pela FEAPER (
Fundo Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural
).
Algumas outras culturas como milho, feijão, feijão
miúdo, batata doce, aipim, melancia, hortaliças
são plantas por todo o Município, porém, em
pequena escala, não atendendo nem à demanda
interna do próprio produtor.
Todas as culturas têm viabilidade de produção,
embora as dificuldades existentes, como vento,
seca, enxurradas.
A falta de milho, por exemplo, impede a criação de
aves e suínos e, até mesmo, gado de leite. Isto
obriga o Município a importar quase todo o leite e
derivados, ovos e carnes de suínos. Também a quase
totalidade dos produtos hortigranjeiros e frutas
são importados.
Excluindo a cebola e o arroz, quase que nenhuma
outra cultura é explorada comercialmente.
Alguns produtos que podem ser cultivados em nosso
Município: arroz de sequeiro, cana-de-açúcar,
abacaxi, batata-doce, melancia, melão, pepino,
tomate, alface, beterraba, cenoura, repolho,
espinafre, abóbora e outros.
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A cebola
A cebolicultura em São José do Norte tem
enfrentado sucessivas frustrações. As quatro
últimas safras não têm trazido o resultado
desejado por vários motivos, como: preços baixos,
insuficiência de credito, safra comercializadas a
preço menores do que os custos de produção técnica
de plantio ultrapassado.
Quanto à comercialização do produto local, esta é
feita quase sempre, por atravessadores não
legalizados.
Outra dificuldade que a cebolicultura vem
enfrentando é a existência de outros centros
produtores que estão competindo com melhores
condições de produção.
Nossa produtividade tem se mantido estática e a
produção têm diminuído ao longo dos anos e, em
outros centros produtores, ao contrario, estes têm
aumentado a produção.
Além de termos que competir com outros municípios
e estados (estamos em piores condições que estes),
ainda temos a Argentina que, com o advento do
Mercosul, tem livre acesso ao nosso mercado,
competindo com melhores condições (clima, solo,
tecnologia e qualidade genérica do produto).
A situação difícil pela qual passa a cebolicultura
do Município, no momento, acarreta uma série de
problemas entre os quais, êxodo rural. E a sede do
município não possui estrutura para atender às
necessidades deste acentuado número de pessoas que
migram para cidade.
Um dos fatores que contribuem decisivamente para a
monocultura da cebola é o desconhecimento, por
parte dos produtores, de outras alternativas e a
falta de perspectivas deste em relação à
exploração econômica de algumas culturas que já
existem no Município.
É de fundamental importância que mudemos nossa
mentalidade, a fim de que seja implantada uma
diversificação de culturas para somar –se a
monocultura da cebola e, com isso, assegurar uma
melhor renda às famílias do meio rural e, ao mesmo
tempo, enriquecer a alimentação diária.
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O Arroz Irrigado
Acha-se em expansão a cultura do arroz, pois o
solo do município, principalmente as terras às
margens da Laguna dos Patos, é excelente para o
cultivo desta gramínea.
Esta cultura, no município, é exclusiva de alguns
produtores . A plantação gira em torno de 4000 ha,
sendo que 2000 há são plantados pelo grupo Joaquim
Oliveira. O restante está distribuído entre os
agricultores tradicionais.
A área plantada poderia ser ampliada caso houvesse
água em maior quantidade. Alguns produtores
plantam com água da Laguna dos Patos ou banhados,
porém, em épocas de estiagem, os banhados secam e
a Laguna dos Patos pode salgar repentinamente.
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Pesca
A pesca , como a caça e a extração florestal
(corte de árvores) é exercida sobre recursos
naturais que se caracterizam por serem renováveis
(renovado de tempo em tempo).
A atividade pesqueira se desenvolve em organismos
que vivem em seu estado natural diferentemente da
agricultura e da pecuária, em que o homem controla
a alimentação e a reprodução dos animais.
Os recursos naturais renováveis, entretanto, têm
um limite em suas taxas de crescimento e renovação
e, se não forem explorados convenientemente,
tendem a se extinguir.
O município possui um grande potencial
hidrográfico formado pelas águas da Laguna dos
Patos e do Oceano Atlântico. Estas condições
naturais lhe permitem plenas condições para o
desenvolvimento da atividade pesqueira.
Devido às agressões ao meio ambiente, este
potencial está sendo afetado pela poluição de suas
águas, pela pesca predatória e pela deficiência de
fiscalização causando a escassez do produto e,
conseqüentemente, aumentando as dificuldades para
uma parcela da população.
As principais causas que atuam na diminuição do
pescado são:
ü Poluição da laguna (industrial, agrícola e
doméstica);
ü Excesso de embarcações e artefatos de pesca;
ü Uso de artes predatórias, principalmente rede de
arrasto, que revolve o fundo e destruindo os
nutrientes necessários à sobrevivência dos
indivíduos jovens.
A pesca artesanal é praticada tanto na Laguna dos
Patos como nas três milhas oceânicas destinadas a
ela. È realizada por pescadores com embarcações de
pequeno porte, embarcações de convés aberto (bote)
com redes de menor tamanho do que as utilizadas na
pesca industrial.
Atualmente é relevante a atuação predatória tanto
na pesca artesanal como na industrial.
Outra dificuldade que os pescadores do município
enfrentam é quanto à comercialização, pois não
existe um sistema definido, o que te propiciado a
instabilidade de mercado.
A produção de São José do Norte é superior a de
Rio Grande, mas o produto da pesca local é quase
que totalmente entregue às indústrias de
rio-grandinas que absorvem a produção.
As principais espécies de pescado encontradas em
nosso potencial hidrográfico são: camarão, tainha,
corvina, anchova, bagre, castanha, pampo,
linguado, miraguaia, papa-terra, pescadinha,
pescada olhuda, viola, cação, savelha, abrótea e
outros.
Existe, no litoral Atlântico, a pesca do marisco,
praticada por turistas e moradores locais para o
próprio consumo. O marisco apresenta-se em grandes
quantidades, principalmente no verão, chegando à
praia por ação das ondas onde freqüentemente se
enterram, exigindo muitas vezes dos pescadores o
uso de pás para desenterrá-los.
Esta pesca, durante muito tempo, preocupou as
autoridades brasileiras, pois freqüentemente o
produto era contrabandeado para o Uruguai.
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Pecuária
A pecuária marcou o início das atividades
econômicas no município.
O meio físico é o grande aliado da pecuária o que
permitiu a continuidade desta atividade, pois
apresenta condições muito favoráveis à criação de
gado: a grande planície com vastas pastagens.
A região também é abundante em águas: lagoas,
sangas, sangradouros e banhados, tão necessários
ao gado.
No município de São José do Norte, existem
rebanhos bovinos, eqüinos e ovinos, distribuídos
nos três distritos. A exploração destes rebanhos
ocorre de forma diferenciada nestes três
distritos.
O rebanho bovino concentra-se mais no distrito de
Bujuru, onde se encontram os animais de melhor
genética e de melhor manejo. No primeiro e no
segundo distritos, a criação de bovinos é em nível
de pequena propriedade e atende ao consumo próprio
de leite e carne, funcionando como espécie de
poupança, pois o produtor compra alguma rês,
quando sobra dinheiro da cebola, e vende, quando
vai mal na agricultura.
O rebanho eqüino distribui-se uniformemente por
todo o município, mas, no terceiro distrito (Bujuru),
é onde se encontram os melhores animais. A maior
parte desses fica dispersa pelas estradas, entre
as propriedades e becos e serve, basicamente, para
serviços de tração e para lides de campo.
O rebanho ovino também se concentra no terceiro
distrito. A exploração do rebanho é voltada para a
produção de lã. O consumo de carne se dá em nível
de propriedade, não sendo vendida normalmente nos
açougues locais, a não ser em ocasiões especiais,
como Natal, Páscoa e outros. Para o abate, são
importados animais de outros municípios
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